segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

ÚLTIMAS PALAVRAS




Ao deitar,
sinto falta do tom da sua voz
que me acalmava,
que me tranquilizava.

Acreditei — e você também acreditou;
achamos que nunca veríamos a partida,
que não haveria adeus

E veio o dia:
você se foi sem me perguntar
qual dor eu queria sentir primeiro.
Suas últimas palavras.

Vejo, outra vez,
corações feridos;
não há cura no momento —
só a esperança de te reencontrar algum dia.

Tudo agora se resume
ao que me falta.
De vez em quando tento ser forte;
nem sempre funciona — não fomos programados assim.

O que tínhamos deveria ser para sempre,
mas o que foi já foi — e não volta mais.